Anchieta - ES

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Histórico de Anchieta - ES

A cidade de Anchieta está localizada no sul do Espírito Santo a cerca de 82 quilômetros da capital Vitória. Com uma área territorial de aproximadamente 420 km², o município faz divisa com Guarapari, Alfredo Chaves, Piúma, e Iconha.

Anchieta se originou de uma aldeia de índios catequizada pelos padres jesuítas. O primeiro nome da cidade foi Rerigtiba, que, em tupy, significa lugar de muitas ostras. No dia 1 de janeiro de 1759, a então aldeia de Rerigtiba tornou-se Vila, passando a se chamar Benevente. Mais tarde, pela lei provincial número 6, de 12 de agosto de 1887, a Vila de Benevente foi elevada a cidade com a designação de Anchieta, nome que foi ratificado pela lei estadual 1307, de 30 de dezembro de 1921.

A data exata da fundação da cidade é incerta. Alguns historiadores falam em 1561, outros em 1567 e outros em 1569 (construção da Igreja), mas todos são unânimes ao afirmar que o dia da fundação da cidade foi 15 de agosto. Como este dia é dedicado a Nossa Senhora da Assunção, ela foi escolhida padroeira da cidade.

Anchieta é uma das mais antigas localidades do Espírito Santo e do Brasil.

O nome Anchieta é uma homenagem a José de Anchieta. Padre jesuíta espanhol, nascido em Tenerife, nas Ilhas Canárias, em 1534, e que viveu boa parte de sua vida, vindo a falecer, na cidade que leva o seu nome. Padre Anchieta ingressou na Companhia de Jesus ainda jovem, quando foi estudar em Portugal.

De lá veio para o Brasil na expedição do segundo Governador Geral, Duarte da Costa, com a missão de catequizar índios. Anchieta, por sua grande dedicação à catequese, passou a ser conhecido como o mais notável jesuíta no Brasil sendo mais tarde chamado de Apóstolo do Brasil. Sua obra de catequista e evangelizador se desenvolveu principalmente na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e no Espírito Santo.

A atual divisão político-administrativo de Anchieta é representada pelos distritos de Anchieta (sede), Jabaquara e Alto Pongal. De acordo com dados do último Censo, a população da cidade é de 23.902 pessoas.

As manifestações culturais de Anchieta podem ser distribuídas em quatro grupos diferentes: religioso, folclórico, artístico e ecológico. No grupo religioso destacam-se a Festa do Beato José de Anchieta (09 de junho); São Pedro, com a Procissão Marítima (29 de junho); Nossa Senhora da Assunção (15 de agosto) e Nossa Senhora da Penha (8 de setembro).

No grupo folclórico chamam a atenção os grupos de dança como as bandas de Congo Mestre Pedro Camilo, São Mateus e Sol e Lua; o grupo de dança do Divino Espírito Santo do distrito de Jabaquara; Os Brandarinos da comunidade de Belo Horizonte e o Grupo Nona Adélia de dança italiana do distrito de Alto Pongal.

No campo artístico destacam-se as fanfarras das escolas municipais, os grupos de teatros e as bandas de música . Finalmente no grupo ecológico estão os passeios nas águas do Rio Benevente, com visitação às Ruínas Jesuíticas, a descida ecológica do Rio Benevente de caiaque e os passeios ciclísticos a pontos turísticos de Anchieta.

Com uma riquíssima herança histórica, além de privilegiado por 23 belas praias, lagoas, falésias e rios adornados por um riquíssimo manguezal, o município de Anchieta tem todos os atributos necessários para um desenvolvimento ainda maior neste segmento. No turismo religioso, a cidade apresenta o Santuário de Assunção, formado pela Igreja Matriz pela residência dos padres jesuítas e pelo Museu do Beato José de Anchieta.

 

Atrativos Turísticos em Anchieta - ES

BALNEÁRIOS:

UBU

É hoje importante praia de veraneio do município. No passado, pequeno povoado de pescadores, colonizado inicialmente por índios. A origem de seu nome em tupi-guarani significa “queda”. Segundo a lenda, quando o corpo do Beato Padre José de Anchieta, estava sendo conduzido pelos índios para ser sepultado em Vitória, na Igreja de Santiago, hoje Palácio Anchieta, eles deixaram cair o corpo, exatamente nesta localidade, e exclamaram “ABA UBU!” – que quer dizer – o Padre Caiu!

Contam também algumas pessoas, que o nome é devido à fruta do umbuzeiro, o umbu, variante de imbu (do imbuzeiro), pois havia muitas dessas palmeiras no balneário.

Ubu é um balneário bucólico e límpido, suas águas são claras e calmas, e os turistas que por ali passam se encantam com sua beleza natural. O balneário possui uma boa infraestrutura hoteleira e bons restaurantes que servem a tradicional moqueca capixaba.

 

IRIRI

Iriri, também tem nome de origem indígena e significa “ostra”, abundante em suas praias. No passado, o balneárioi era apenas uma pequena vila de pescadores. Hoje é um dos mais importantes balneários do município de Anchieta.

O seu crescimento deu-se principalmente devido a sua transformação de pequenas choupanas de barro para a urbanização. As pessoas foram chegando à localidade e adquirindo seus terrenos, construindo casas, hotéis e pousadas. A construção da Rodovia do Sol também muito contribuiu para a transformação da localidade.

O balneário de Iriri concentra a maior infraestrutura hoteleira do município de Anchieta. Os turistas vêm dos mais distantes pontos do Brasil, para saborear os frutos do mar e a tradicional moqueca capixaba.

Hoje, concentra três mil habitantes e recebe em média na alta temporada cinquenta mil visitantes. O balneário é composto pelas praias: Santa Helena, Namorados, Areia Preta e Costa Azul. A lagoa da Conceição, divisa com o município de Piúma é outro atrativo turístico. Iriri possui quarenta e sete Hotéis e Pousadas, trinta e um restaurantes, Agência dos Correios, Posto de Saúde, Departamento de Polícia, Posto de Venda de passagem de ônibus, ampla rede de telefonia e Internet, comércio desenvolvido como: lojas de souvenir, supermercados, farmácias, escolas, lojas de roupas, materiais de construção, entre outros.

 

PARATI

Pequena vila de pescadores. Colonizada inicialmente por índios, sendo sua população formada por descendentes de índios. Seu nome também é de origem indígena. Em Tupi Guarani, Parati significa Baía Pequena. Vila procurada pelos turistas que querem fugir do tumulto das cidades.

Suas águas são claras, ondas fracas e é muito procurada para a prática de pesca de arremesso e windsurf. O balneário não possui infraestrutura hoteleira, possui apenas um camping e casas de aluguel.

 

MÃE-BÁ

Mãe-Bá é a primeira localidade do município de Anchieta, no sentido Vitória Anchieta, via Rodovia do Sol. Colonizada inicialmente por índios. Seu nome é de origem tupi guarani, e significa “Olhos Distantes”. Existe também uma lenda sobre uma índia curandeira de nome Bá, que morreu afogada na lagoa que contorna a localidade, seu corpo foi retirado da lagoa e cremado pelos índios, suas cinzas foram lançadas na lagoa, o que originou o nome do local e da lagoa.

Existe nesta localidade grande concentração de moradores que prestam serviços para a mineradora Samarco Mineração S.A.

É privilegiada por ser contornada pela lagoa de Mãe-Bá, que possui um grande potencial turístico a ser explorado, adornada pela vegetação nativa e bosques reflorestados de eucalipto, é um destaque natural especial para toda a região.

Destaque, também para a Praia de Mãe-Bá, localizada às margens da Rodovia do Sol, possui extensão de 5 km, aproximadamente, distante 18 km da Sede.

É uma praia deserta, de ondas médias e águas verdes. Frequentada por pescadores. As falésias aparecem e tornam a região aprazível para longas caminhadas. O artesanato é feito de Taboa, pelas mulheres da comunidade, no Centro de Artesanato “NABOA” – Núcleo de Artesanato da Taboa – planta nativa de lagoa.

 

Praia dos castelhanos em Anchieta - ES

A praia de Castelhanos está situada no final do trecho do litoral entre a sede e Ubu, distante 5 km. Seu acesso é feito através da Rodovia do Sol ou de estrada pavimentadas, margeando praias e enseadas onde também é caminho para os andarilhos que percorrem os Passos de Anchieta. Graças à presença de recifes, durante as marés baixas se formam varias piscinas naturais de águas quentes onde habitam espécies de fauna e flora. São as poçinhas de maré, habitat natural e protegido pelo meio ambiente.

A praia de Castelhanos oferece também entretenimento e lazer em áreas especificas como: a prática de esportes náuticos, surf, vela, ginástica na praia, vôlei, peteca ou simplesmente uma boa caminhada pelas trilhas apreciando as áreas de preservação e o mar sempre azul.

 

BOCA DA BALEIA

Praia tranquila com enseadas virgens e área de preservação e de desova de tartarugas.

 

PRAIA DO ALÉM

Situada às margens da Rodovia do Sol, a 16 km da Sede, localiza-se próximo ao Terminal Portuário de Ubu. Praia deserta, de mar aberto e águas azuis. Muito procurada por surfistas em virtude de suas ondas.

Não possui infraestrutura, mas por estar próxima ao balneário de Ubu, os frequentadores podem ser atendidos pelos restaurantes, hotéis e pousadas desse Balneário.

 

PRAIA DE TIQUIÇABA

Praia pequena e desértica, localizada no balneário de Ubu. A origem do seu nome é Tupi Guarani, que quer dizer – Praia de Pequenas Conchas. É indicada para mergulho e pesca de lagosta. Não possui infraestrutura. Mas está próxima aos restaurantes, hotéis e pousadas de Ubu.

 

LAGOA DE UBU

Também denominada lagoa Azul. Possui 0,50 Km2. Infelizmente foi um pouco descaracterizada pela depredação do homem, aterrada em seu entorno, o que fez perder grande parte de sua beleza natural. Suas águas são de cor azul e dependendo dos raios de sol pode oferecer um visual belíssimo a quem a visita.

 

PRAIA DE GUANABARA

Localizada entre Parati e Castelhanos, fica a 6 Km da Sede do município. Possui 2,5 km de extensão. Seu acesso pode ser pela Rodovia do Sol ou por estrada de terra no sentido Parati X Anchieta.

Seu nome é originado devido ao naufrágio do navio Guanabara, em 1910. Segundo moradores locais, os destroços ainda se encontram lá a mais ou menos 900 metros da praia e pode ser um atrativo para quem gosta de mergulhar.

A praia apresenta grande incidência de desova de tartarugas da espécie Caretta - Caretta, e é hoje um ponto turístico de grande importância. A Prefeitura de Anchieta, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, com o Projeto Tavivamar em parceria com o Projeto Tamar – Ibama vem trocando informações a respeito do manejo e cuidado com os ninhos e seus predadores naturais.

Contato do Projeto Tamar: 28 3536 3547.

 

PRAIA DE ANCHIETA

Localizada na sede do município, possui cerca de 3,5 km de extensão. Suas areias são de cor marrom e batida, possui águas turvas e calmas.

Praia imprópria para banho, e é muito utilizada para pesca de siri, ostra, camarão, sururu. Muito procurada para práticas esportivas como futebol de areia e vôlei de praia.

A alguns quilômetros mar adentro se pode apreciar o cultivo de mexilhão nas fazendas marinhas. Na avenida Beira Mar você encontra restaurantes com gastronomia típica capixaba.

 

PRAIA DO COQUEIRO

Localizada próximo ao centro. Possui cerca de 100 metros de extensão. Constitui-se um excelente local pesqueiro. Possui quiosques com serviços diversos.
Possui águas claras e transparentes, ondas fracas, areia escura, batida e fina. Fica entre costões e há rochedos à beira mar. O acesso é pavimentado, partindo da rodovia do Sol.

 

PRAIA DO BALANÇO

Localizada próximo ao centro, com aproximadamente 50 metros de extensão. Possui águas claras, ondas fracas e areia escura e batida. É uma praia virgem, faz parte de uma sequência de pequenas enseadas. Local de grande beleza natural, com matas secundárias e densas. O acesso é feito através da estrada de terra a partir da Rodovia do Sol.

 

PRAIA DOS NAMORADOS

Localizada no balneário de Iriri, possui cerca de 350 metros de extensão, fica a 6 km da Sede. A praia fica em pequena enseada, entre costões, de águas claras e mar calmo, areia dura e amarelada. Pode ser aproveitada somente para atracação.

O acesso é feito pela Rodovia do Sol. Possui infra-estrutura de meios de hospedagem e alimentação.

 

PRAIA COSTA AZUL

Localizada a 7 km da Sede, com aproximadamente 500 metros de extensão. O acesso é totalmente asfaltado. Praia de enseada, entre costões, de águas claras e mar calmo, areia compacta amarelada. É uma das praias mais frequentadas de Iriri.

Devido a sua pequena extensão não é aconselhável a instalação de infraestrutura náutica. Possui quiosques à beira mar, restaurantes, hotéis, lojas de artesanato, Feira dos Artesãos, onde acontecem os eventos turísticos e culturais. Nesta praia podem-se fazer passeios de escuna, banana boat, jetski e tem áreas reservadas para jogos de vôlei, peteca, entre outros.

 

PRAIA DA AREIA PRETA

Praia urbana, distante 7 km da Sede do município. Possui cerca de 500 m de extensão. Localizada entre costões, possui mar calmo, águas claras com pequenas ondas, areia escura e solta, devido a presença de Ilmenita (areia monazítica). Com vista panorâmica do Monte Aghá (Piúma). É uma das praias mais frequentadas do balneário.

Considerada boa para atracação, porém suas dimensões não comportam infraestrutura náutica. Também proporciona passeios de escuna e mergulho por empresas.

No segmento do Turismo Náutico - o turismo educativo com pesquisas científicas marinhas através da Escola de Mergulho, no turismo recreativo e de lazer – mergulho contemplativo e passeios. As praias de águas tranquilas, os recifes de corais e a imensa vida marinha fazem deste litoral um dos melhores pontos de mergulho do Estado.

São vários roteiros subaquáticos :

Naufrágio do navio Paquetá, situado a uma milha náutica de Iriri e a 9,8 m de profundidade. O cargueiro de bandeira brasileira com sessenta metros de comprimento afundou em 1969.

Outros pontos de mergulho: Pedra do Lastro – 13m de profundidade; Pedra do Mero 13m de profundidade; Pedra do Meio – 13m de profundidade; Pedra da Cororoca – 21m de profundidade; Pinna e Cabo Frio – 6m de profundidade (Vapor da Imigração); Panulirus e Caldeira – 21m de profundidade; Jardim de Rodolito – 18m de profundidade; Banco de algas, flora e fauna marinha. Os mergulhadores observam lagostas, polvos, corais, tartarugas e espécies raras.
O acesso é feito pela Rodovia do Sol e pela Avenida Padre Anchieta (totalmente asfaltado), dentro do balneário.

 

PRAIA DE SANTA HELENA

Praia de enseada, areia clara, boa para pratica de surf. Não possui infraestrutura de restaurantes só de hotéis, apenas uma cabana que serve petiscos e bebidas. Existe próximo à praia loteamento com algumas residências, na sua maioria, de turistas.

 

PRAIA DE INHAÚMA

Pequena vila de pescadores, praia de enseada, com pequena faixa de areia clara e socada, própria para pesca artesanal. Não comporta a prática de esportes náuticos. Possui um hotel e bares.

 

PRAIA JUCA DA MATA E PRAIA DO SAPÊ

Praias virgens, boas para pesca de mergulho, possuem aproximadamente 20 metros de extensão, mar agitado, com ondas de 1 m a 1/2 m, águas claras e areia branca com grande incidência de conchas. Acesso através de trilhas ou pelo mar.

 

Outros atrativos naturais em Anchieta - ES

O potencial turístico de Anchieta é vasto. Ao lado dos recursos históricos que podem ser explorados, é possível também encontrar uma gama de atrativos naturais de grandes encantos e inegável aproveitamento turístico.

Em seus belíssimos balneários, praias limpas e convidativas, algumas ainda virgens, estão garantidos lazer e entretenimento para banhistas e adeptos dos mais variados esportes náuticos.

O município de Anchieta possui aproximadamente 30 Km de extensão litorânea, de configuração variada e recortado por enseadas, cabos, falésias e manguezais, os quais enriquecem sua paisagem, abrangendo 23 praias.

 

PROJETO TAMAR

Outro grande atrativo é o Projeto Tamar, foi implantado em 2003, com sua sede na Praia da Guanabara, bolsão de desovas das tartarugas marinhas. Este projeto monitora 34km de praias, protegendo fêmeas, ninhos e filhotes da tartaruga cabeçuda (caretta-caretta) tartaruga verde e tartaruga de pente. Todas as três espécies estão ameaçadas de extinção. A sede da base do Tamar dispõe de um centro de visitantes com exposição educativa, painéis explicativos, tartarugas taxidermizadas, sala de educação ambiental, onde visitantes têm à disposição livros e são exibidos vídeos sobre os mais variados temas relacionados com o meio ambiente e lojas de produtos de divulgação do TAMAR. A base recebe uma media de 20 mil visitantes durante o ano.

 

PROJETO TAVIVAMAR

Foi criado em 1999 por meio da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Anchieta. Respaldado em um protocolo de cooperação com Tamar e Ibama para conservação e preservação das áreas de desovas, através de monitoramento na temporada reprodutiva, educação ambiental com a comunidade local e visitantes, instalação de placas educativas, recuperação da vegetação nativa (restinga) entre outra atividades.

 

RIO BENEVENTE

Área de preservação permanente. É um rio de planície e de águas tranquilas. Sua foz, em forma de estuário, é um viveiro rico em material orgânico, adequado à proliferação de crustáceos. Possui vegetação típica de manguezais, formando igarapés de beleza singular. Os rios Salinas e Árerá completam a bacia hidrográfica do município de Anchieta.

É ideal para passeios de descida e subida do Rio, prática de ecoturismo. O passeio pelo Rio Benevente começa pelo Porto da Colônia de Pesca, onde são oferecidas embarcações pesqueiras com fins turísticos,promovendo um atrativo inesquecível pelos manguezais. A viagem duas horas e propicia ao visitante conhecer a fauna, a flora e a historia da região.

O manguezal, um dos mais preservados do Estado, com vários barcos e guias realizam a viagem, observando as Ilhas de mangue e bandos de garças. O Rio Salinas surge em meio à vegetação, com seu sitio arqueológico das ruínas antigas, um conjunto de 32 colunas, formando uma antiga salina.

 

PARQUE FLUVIAL

O Parque é formado pela Estação Ecológica Municipal de Papagaios e pelo Manguezal, um dos mais belos e preservados do Espírito Santo. Nos bosques de mangues de Anchieta encontra-se o Mangue vermelho, Branco e Negro. A diversidade da fauna como papagaios, garças e outros fazem um show a parte durante o passeio. O ponto alto fica por conta da revoada das garças migratórias ao entardecer. Passeio obrigatório para os amantes da natureza.

 

CACHOEIRAS

Nas regiões rurais do Município existem algumas localidades que possuem atrativos turísticos naturais, é o caso da localidade de Alto Joeba – com a Cachoeira da Luz, a Cachoeira do Cafundó e Cabeça Quebrada na divisa com Guarapari.

 

MONTE URUBU

Pico culminante com 332m a leste do município, à margem esquerda dos rios Benevente e Salinas. O acesso ao monte pode ser feito através de carro, bicicletas ou a pé. É um local que permite aos ecoturistas e amantes da natureza um belíssimo passeio através das caminhadas e trilhas. No ponto culminante existe uma clareira, onde se pode ter uma bela visão da natureza.

 

Atrativos Culturais  - Patrimônio Histórico em  Anchieta - ES

A cidade de Anchieta não tem como herança valiosa somente suas belíssimas praias, mas tem como referencial a sua historia da qual fazem partes grandes vestígios, deixados pelos homens em suas comunidades. Esses vestígios são construções, templos, monumentos, estradas e portos. Enfim, é tudo que o homem cria e faz para melhorar as suas condições de vida e que, ao longo dos tempos, assinala sua presença numa localidade, constituindo assim sua história que fica preservada e registrada nesses testemunhos do passado.

Anchieta é uma cidade que possui muitos testemunhos de sua memória histórica, como a secular Igreja nossa Senhora da Assunção, edificada no século XVI, que possui anexo o museu de Anchieta. Outros monumentos são a Casa da Cultura, as Ruínas do Rio Salinas, os Poços Jesuíticos, o Colégio Maria Mattos dentre outros, como casas e sobrados, que formam o patrimônio histórico de Anchieta, os quais abrigaram os primeiros colonizadores da cidade.

 

IGREJA MATRIZ NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO

A Igreja Nossa Senhora da Assunção é uma das mais antigas do Brasil. Monumento histórico, que segundo a tradição, sua construção se deve ao padre José de Anchieta. É composta por um conjunto histórico – Igreja de Nossa Senhora da Assunção e a antiga residência do “Apóstolo do Brasil”, hoje Museu Nacional de Anchieta. Construída no século XVI, provavelmente ela não estava totalmente pronta quando ele faleceu, no ano de 1597. Isso explica o fato de Anchieta não ter sido sepultado nela como era costume dos jesuítas, e sim, na igreja de Santiago, em Vitória, que é hoje o Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado. Só depois de algum tempo toda a obra ficou concluída.

A edificação da Igreja foi feita com o trabalho dos índios catequizados. Na obra, empregaram-se pedras e blocos de recife presos com argamassa feita com óleo de baleia. Era desta maneira que os jesuítas construíam seus templos no Brasil.

Junto à Igreja, construiu-se a residência dos padres. Ainda hoje quem observa a histórica edificação, no alto do morro sobre a foz do rio Benevente, nota que sua fachada é formada pela Igreja e pela antiga residência dos jesuítas.

Nessa residência moravam os padres, para darem melhor assistência aos numerosos índios da aldeia de Rerigtiba. Acredita-se que o Padre Diogo Fernandes, companheiro de Anchieta, tenha sido o primeiro jesuíta a ser enterrado na Igreja de Nossa Senhora de Assunção. O edifício também constitui atualmente, precioso patrimônio histórico onde funciona o Museu Anchieta.

Na espaçosa praça, em frente à matriz, encontra-se, desde 1922, o busto de bronze do Padre José de Anchieta.

Quando se deu a expulsão dos jesuítas do Brasil, em 1759, a igreja de Nossa Senhora da Assunção tornou-se a Matriz da vila Benevente. Os cômodos da residência onde tinham morado os padres passaram a servir de Câmara Municipal, cadeia pública, Fórum e aposentos do Juiz da Vila. Pessoas importantes, de passagem por Benevente, hospedaram-se ali. Em 1860, o Imperador Dom Pedro II, ao viajar pelo Espírito Santo, visitou o histórico edifício. Desde a expulsão dos jesuítas, foram muitas as obras feitas, tanto na Igreja, como na antiga Residência Jesuítica, modificando a construção original.

 

MUSEU PADRE ANCHIETA

O museu nacional de Anchieta, anexo à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, constitui também preciso patrimônio histórico do município. Ali podem ser vistos móveis antigos que pertenceram ao padre Anchieta, peças arqueológicas, roupas, a cela do padre e a relíquia de um de seus ossos e inúmeros outros grandes objetos de valor religioso.

Horário de visitação: - 2ª a 6ª feira, das 09h às 12h e das 14h às 17h - - Sábado e domingo de 09h às 17h30min.

 

CASA DA CULTURA

A Casa da Cultura de Anchieta localizada na sede, na rua Presidente Vargas número 161, constitui um dos patrimônios histórico-culturais do município de Anchieta construído em 1927.

Inicialmente era a sede da prefeitura municipal, a Câmara dos vereadores e o Fórum. A partir de 1989 deixou de ser a sede da prefeitura e continuou sendo a Câmara Municipal até 1995.

Atualmente funciona apenas como Casa da Cultura, muito visitada por estudantes, que a procuram como fonte de informações a respeito da história do município e de seus colonizadores.

Ali podem ser vistos documentos, fotos, cartas, que relatam a nossa história, alguns objetos pertencentes e utilizados pelos colonizadores e personalidades importantes que viveram ou passaram pelo município. Podem ser vistos ainda, livros com mais de cem anos (com raridades como assinaturas, fotos e documentos), todas as obras do padre Anchieta, todas as obras escritas a respeito dele e todas as obras dos jesuítas até 1759.

No andar térreo abriga um mini-teatro onde são realizadas várias exposições.

orário de visitação: 2ª a 6ª feira das 09h às 12h e de 14h às 17h.

 

RUÍNAS DO RIO SALINAS

As Ruínas do Rio Salinas, localizadas à margem esquerda do rio Salinas, afluente do rio Benevente, se destacam do ambiente natural em que se situam não só pelo engenho humano que representam, mas, também pela imponência de suas formas, pela harmonia de suas proporções e pela sequência rítmica do conjunto de pilares e colunas, algumas redondas e outras quadradas.

Construção em alvenaria de pedra, argamassa com uma mistura heterogênea, em que se destacam as pequenas conchas de Anchieta, as Ruínas se alçam do solo a partir de um sistema estrutural básico de colunas e paredes de vegetação.

Voltadas para a ponte, as Ruínas do Rio Salinas emergem como um objeto na grande paisagem territorial que a envolvem. Composta de 32 colunas que, acredita-se também formava uma antiga salina clandestina.

Como Chegar. Situada a poucos quilômetros da cidade de Anchieta, no meio de um bosque de eucaliptos, pode-se chegar às ruínas pela estrada de rodagem ou pelo rio Benevente, sendo este um passeio agradável onde se pode apreciar a beleza da fauna e flora em torno do manguezal.

Teria sido uma igreja que os jesuítas ali estivessem construindo?

Essa foi a primeira hipótese, não só devido ao grande número de índios que havia nas margens do rio Benevente, como também porque os jesuítas escolheram essa região para desenvolver a catequese com muita intensidade e fervor. E sempre que deparavam com uma região com muitos índios, ali construíam uma igreja como símbolo de fé e de grandeza da igreja católica.

As velhas ruínas, também chamadas de Ruínas misteriosas, tornam-se ponto de atração turística para quem visita a cidade de Anchieta.

 

COLÉGIO MARIA MATTOS

Fundado em 1932, pelo anchietense Dom Helvécio Gomes de Oliveira. Tornou-se a 1º escola do interior do Espírito Santo. Alunos de todas as partes do Brasil vinham estudar no Maria Mattos onde ficavam internadas e eram educadas pelas irmãs Carmelitas. Fica localizado no centro da cidade de Anchieta.

 

POÇO DO COIMBRA

Outro testemunho da memória histórica do município, com aproximadamente 250 anos de existência, fonte natural do alto do morro, depois da igreja de Nossa Senhora da Penha de onde vinha a água utilizada pelos moradores de Anchieta, antes de haver o abastecimento a domicilio com água da Companhia de Abastecimento de Água.

 

POÇO DO QUITIBA

Localizado a poucos metros do centro, no lado sul da baía de Anchieta, em área particular, suas águas permanecem de boa qualidade.

 

POÇO DOS CASTELHANOS OU ANCHIETA

Localizado na Ponta dos Castelhanos, encontra-se restaurado. Conta-se a lenda que o Beato Anchieta ao retornar de uma viagem com os índios, bateu com o seu cajado na pedra e fez jorrar água e esta possuía poderes de cura.

 

OUTROS POÇOS

Existem outros poços que foram criados com o passar dos anos, de acordo com a necessidade da comunidade local, e que fazem parte do caminho trilhado pelo Padre Anchieta.

 

MEMÓRIA VIVA – CASARIOS – (QUARENTENA)

Em Anchieta, sobrevivem ainda casas e prédios seculares. Cita-se, como exemplo, o velho casarão que, com suas inúmeras janelas e diversos cômodos, foi sede da Fazenda São Martinho, onde se plantava café e serviu de alojamento para os colonos imigrantes, desembarcados em Benevente. Os imigrantes ficavam de quarentena nesse casarão, sob observação, para curarem as doenças contraídas durante a longa viagem para o Brasil ou para que as autoridades da Vila pudessem verificar se eles estavam em boas condições de saúde a fim de entrarem no Espírito Santo, seguindo viagem para as terras do Vale do rio Benevente.

Várias dessas casas e sobrados, que formam o patrimônio histórico de Anchieta, estão no velho centro da cidade ou na área do porto.

Algumas são residências térreas, com fachada estreita, duas janelas e portas de acesso. São de fácil identificação por quem passeia pelas ruas do local. Outras são mais vistosas, como a casa da família Assad, que se situa de frente para o mar um pouco antes da ponte Cônego Barros e que ainda conserva a armação para um lampião de querosene em uma de suas entradas e poço de água potável desativado.

Logo adiante, na entrada da Rua Comendador Reis, fica o armazém da firma Antunes e Cia. Ltda., com portas de pinho de riga, madeira tirada dos caixotes e que chegaram embalados na Inglaterra, máquinas de beneficiar café. Pouco depois, na esquina da Rua Engenheiro Teles, hoje restaurante, liga-se, como o anterior, ao comercio do café, do açúcar e da aguardente, exportados pelo porto de Benevente.

Na década de 1920, estes produtos vinham pela ferrovia que ligava a Anchieta a Alfredo Chaves, passando por Jabaquara. Era de Jabaquara que chegavam o açúcar e a aguardente. A ferrovia foi desativada quando entraram em funcionamento as estradas de rodagem, e depois da crise econômica, no começo da década de trinta, prejudicou a produção e o comercio do café. Mas, ainda hoje, velhos moradores de Anchieta se lembram da ferrovia e do trenzinho que entrava apitando, trazendo passageiros e carga comercial em vagões distintos. Juntando-se estas informações com a sobrevivência desses casarões antigos e preciosos, verdadeiros documentos históricos, podem-se, com facilidade, ampliar o conhecimento sobre o rico passado de Anchieta.

 

HOTEL ANCHIETA

O Hotel Anchieta guarda em sua memória parte da história do município. Construído por Dom Helvécio em 1940, posteriormente foi adquirido pela tradicional família Bezerra e foi o primeiro Hotel da região, tendo como finalidade hospedar as famílias das alunas internas que estudavam no Colégio Maria Mattos. Muitas autoridades de renome nacional como Governadores e até vce-presidentes se hospedaram no hotel.  Sua localização privilegiada servia para contemplar toda a beleza da baía e também da Igreja Nossa Senhora da Assunção, hoje Santuário Nacional do Beato Anchieta.

Os eventos da sociedade anchietense da época eram realizados no Hotel Anchieta. Suas roupas, prataria e roupas de cama foram importadas da França, o que encantava a todos pelo requinte, beleza e qualidade.

Além de guardar parte da memória do município, o Hotel Anchieta é um atrativo turístico cultural de grande expressão que agrega atividades que valorizam e resgatam a cultura local, como o memorial do Hotel Anchieta.

Preservar o Hotel Anchieta, uma edificação de valor histórico por sua localização, arquitetura, memória e paisagismo é deixar as gerações futuras uma lição de responsabilidade e torná-lo Centro Cultural, é multiplicar seu valor como atrativo turístico valorizando sua historia,
Hoje o Hotel Anchieta foi adquirido pelo município, mostrando um avanço no desenvolvimento da região. Este espaço será uma referência para as comunidades que vão usufruir de todos os benefícios e oportunidades que o espaço oferecerá, dando também maior visibilidade aos programas e projetos e atividades do município.

Distâncias das praias do município em relação a Sede Municipal

 

Praias    Distância (em km)

  • Mãe-Bá    9,8
  • Além    8,5
  • Tiquiçaba    8,5
  • Ubú    6,9
  • Parati    6,3
  • Guanabara    4,3
  • Castelhanos    3,4
  • Boca da Baleia    3,9
  • Porto Velho    2,3
  • Canto    01
  • Castanheira    00
  • Quitiba    2,2
  • Coqueiro    2,9
  • Balanço    3,4
  • Marvila    3,9
  • Juca da Mata    5,1
  • Sapê    6,4
  • Tombo    6,4
  • Inhaúma    6,4
  • Santa Helena    6,9
  • Namorados    7,3
  • Costa Azul    7,6
  • Areia Preta    8,2
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